Quando pego o beco, pro ôco do mundo, e sempre vou a trabalho, quase nunca ouço passarinho, galo, miado de gato ou latido de cachorro. Deve ser minha atenção voltado pro que tenho que fazer. Não vejo colegas trabalhando contra meu trabalho,não vejo neguim puxando tapete de ninguém, muito pelo contrário; só escuto colegas que perguntam se estamos bem, se precisamos de alguma coisa, se nosso trabalho vai bem. Quando volto pra casa, não é incomum a gente se deparar com velhos cantos de sanhaçus, rolinhas fogo-pagô, e as posições de canalhas que teimam em esconder o trabalho de quem trabalha e revelar suas mediocridades,maledicências, frustrações, burrices. Lugar comum que a gente conhece muito bem. Já contei aqui histórias deles, os famosos maus-caráter, invariavelmente doentes de inveja e sempre em surto de puxa-tapete. São os que têm ódio do sol, este sol que teima em iluminar os bons e os maus e alegrar os que não temem sua luminosidade e as revelações que faz quando o dia se levanta.Igual esse aí que se prepara pra começar a semana na liça.
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